elegendodf@gmail.com
LISTA DE PARLAMENTARES COM PROBLEMAS NA JUSTIÇA
Confira ao lado, a lista de parlamentares que estão com Ocorrências na Justiça e Tribunais de Contas e notícias que saíram nos jornais. (Fonte: Transparência Brasil)

Pedimos que caso haja algum erro com o seu nome, nos informe para que possamos corrigir informações erradas ou falsas. Estaremos constantemente atualizando nossos dados.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

DF PODE RECEBER FÁBRICA DE TABLETS

Brasília está na disputa com outras cinco cidades para receber uma das novas unidades que a Foxconn instalará no país

O governador do Distrito Federal em exercício, Tadeu Filippelli, e o secretário de Ciência e Tecnologia do DF, Cristiano Araújo, estiveram reunidos nesta quinta-feira (13/10) com o presidente da Foxconn, Terry Gou, em Brasília. A empresa taiuanesa fabrica telas sensíveis ao toque para aparelhos de alta tecnologia e anunciou investimentos de US$ 12 milhões no país, no período de quatro a seis anos. Serão construídas duas novas unidades no Brasil e uma delas pode ser no DF, no Parque Tecnológico Capital Digital (PTCD).

  • “Foi uma primeira conversa e o presidente da Foxconn manifestou desejo em continuar conversando. A verdadeira vocação da empresa é vir para Brasília”, resumiu o governador Tadeu Filippelli, lembrando que, apesar de a companhia já ter unidades em outros estados, o Distrito Federal se destaca, em função da formação de mão de obra especializada.
    Além do DF, outras cinco unidades da Federação estão na disputa para abrigar uma fábrica. Durante a reunião, na casa do senador Gim Argello, foram discutidas questões como a oferta de infraestrutura e de mão de obra capacitada. A primeira, das duas plantas a serem construídas, terá 1,5km² de área.

    Para Cristiano Araújo, o Governo do Distrito Federal tem condições de atender às demandas dos empresários. “Brasília passa por uma fase de transformação, com o PTCD prestes a ser lançado. Os executivos acharam ótima a ideia de aliar nosso desenvolvimento tecnológico e econômico ao fato de estarmos próximos do Poder, onde as decisões são tomadas”, afirmou.

    Ainda de acordo com o secretário de Ciência e Tecnologia, o presidente da Foxconn gostou de saber da vocação da capital do país para o segmento industrial baseado no uso de fontes limpas de energia. Os visitantes querem voltar a Brasília até o fim de novembro, para dar continuidade ás negociações.

    Alta tecnologia – As telas touchscreen, sensíveis ao toque, são os componentes mais sofisticados de aparelhos como smartphones, televisores e tablets. O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aloizio Mercadante, que anteriormente também se encontrou com os executivos da Foxconn, junto com a presidenta Dilma Rousseff, destacou que atualmente apenas três países – China, Coreia e Japão – produzem esse tipo de tela. Para ele, o fato merece destaque porque o Brasil seria o primeiro país do Ocidente a abrigar uma fábrica de produção de telas de toque sensível.

    Foxconn – Líder mundial de mercado no segmento de componentes eletrônicos, a Foxconn tem sede em Taipei (Taiwan), e já possui quatro unidades em operação no Brasil. Até dezembro, implantará mais uma na cidade de Jundiaí (São Paulo), onde serão produzidos iPhones e iPads. Em todo o mundo, a corporação possui mais de 1 milhão de funcionários – 6 mil deles no Brasil. A empresa é responsável por 6% das exportações da China, nos últimos oito anos, movimentando anualmente US$ 56 bilhões.
14/

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

BRASÍLIA: GOVERNO DA 'MUDANÇA' APRONTA MAIS UMA

Por Ricardo Noblat 

Blog Brasília, por Chico Sant'Anna

A cada dia que passa fica mais difícil entender que mudanças efetivamente representam no governo do Distrito Federal a posse de Agnelo Quiroz e sua “turma”. Na campanha, o discurso era de mudanças, embora na “turma” tivessem diversos integrantes envolvidos nos maiores escândalos de corrupção da cidade.
E a relação com as personagens que macularam a imagem da cidade não pararam. Na composição de governo a diversidade seletiva de Agnelo chamou a atenção, pois foi dado espaço a um leque bastante amplo.
A mais nova decisão do governador da mudança é, segundo informa o Correio Braziliense, trazer para sua equipe Ivelise Longhi, que como deputada distrital do PMDB, assumiu o cargo de vice-governadora no mandato tampão de 1 ano e que teve Rogério Rosso (hoje no PSD) como governador, após a crise do Mensalão dos Democratas que levou à renúncia de José Roberto Arruda e Paulo Otávio.
Mas o curriculo de Ivelise é mais antigo: trabalhou na extinta secretaria de Serviços Públicos do governo Roriz, quando a pasta era comandada por José Roberto Arruda. Foi chefe de gabinete, na Câmara Legislativa, do ex-deputado distrital Luiz Estevão – que posteriormente como senador foi cassado por irregularidades nas obras do TRT de São Paulo. Exerceu ainda, a secretária de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh) no governo Joaquim Roriz/Maria de Lourdes Abadia.
Ivelise pode ganhar o troféu teflon, pois transita com muita facilidade de um campo político ao outro, de um segmento partidário ao outro sem ficar com aderências. De Roriz, Arruda, Luiz Estevão a Agnelo.
Isso mesmo, ela, agora, passa a fazer parte da “Turma de Agnelo”, assumindo o comando da Codeplan – justamente o palco das filmagens de Durval Barbosa (aquelas que mostraram o dinheiro na meia, a oração da propina e as deputadas Jaqueline Roriz e Eurides Britto enchendo a bolsa de dinheiro) e que desencadearam toda a crise da Caixa de Pandora e do Mensalão do Dem.
Ela seria uma escolha do vice-governador Tadeu Filippelli e vai substituir o policial civil Miguel Lucena, cujo nome circula em diversos blogs da cidade relacionando-o a uma investigação especial do Ministério Público.
Em tempo, segundo informes recebidos, na Emater DF, sem muito alarde, Pedro Passos, isso mesmo, aquele deputado que renunciou por conta de denúncias de grilagem de terra, consegui fazer com que Agnelo nomeasse como diretores os braços de direitos do ícone da grilagem de terra do Distrito Federal.
E o curioso, é que a grande imprensa de Brasília, que tudo sabe, se cala diante de tudo isso.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

JAQUELINE RORIZ, SERÁ QUE DÁ PRA ACREDITAR?

Do G1 

Conselho de Ética aprova pedido de cassação de Jaqueline Roriz

Deputada foi gravada recebendo dinheiro de delator do mensalão do DEM.
Pedido vai ao plenário da Câmara e precisa de 257 votos para ser aprovado.

O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados aprovou na noite desta quarta-feira (8) o pedido de cassação por quebra de decoro da deputada federal Jaqueline Roriz (PMN-DF). Por 11 votos a 3, os deputados aprovaram o relatório do deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), que pede que a deputada perca o mandato devido ao vídeo em que ela foi flagrada recebendo, em 2006, dinheiro do delator do mensalão do DEM, Durval Barbosa.
Reunião do Conselho de Ética da Câmara, em que foi aprovado o relatório pedindo a cassação do mandato da deputada Jaqeline Roriz (PMN-DF) (Foto: Gustavo Lima/Agência Câmara)Reunião do Conselho de Ética da Câmara, em que foi aprovado o relatório pedindo a cassação do mandato da deputada Jaqeline Roriz (PMN-DF) (Foto: Gustavo Lima/Agência Câmara)
O relatório vai agora a votação secreta no plenário da Câmara. Para Jaqueline perder o mandato, são necessários 257 votos (maioria absoluta). Antes, a defesa da deputada pode recorrer à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) em um prazo de cinco dias corridos. O advogado da deputada, Eduardo Alckmin, disse que planeja recorrer. "Nós insistimos que se o fato ocorreu antes da pessoa estar no mandato, não tem quebra de decoro parlamentar, e ele [o relator] acha que pode haver desde que o fato tenha permanecido oculto e só conhecido depois", disse. O argumento foi a base da defesa da deputada, que questionava a legitimidade do Conselho em analisar um episódio anterior à posse da parlamentar.
Em sua defesa, a deputada admitiu ter recebido recursos de Barbosa, mas alegou que a verba foi utilizada na campanha para a Câmara Legislativa do Distrito Federal, em 2006, embora não tenha sido informada à Justiça Eleitoral na prestação de contas.
Segundo o relator, porém, o caso envolvendo a deputada demonstra um "ato indecoroso em função da obtenção de vantagem indevida". "O sujeito passivo do ato indecoroso é o Parlamento, então só posso aferir a potencialidade lesiva quando ele vem à luz, e ele veio em março de 2011", disse, durante a apresentação de seu voto.
No relatório, Sampaio lembrou aos conselheiros que os ex-deputados distritais Leonardo Prudente, Junior Brunelli e Eurides Brito foram gravados em situação semelhante à da deputada Jaqueline Roriz, e que os dois deputados renunciaram para evitar a cassação, enquanto a deputada foi cassada.
O relator citou trechos de discursos de Jaqueline Roriz em sessão da CLDF após a deflagração da operação Caixa de Pandora. "É difícil explicar perante nossos eleitores tudo que está acontecendo (...) parlamentares aqui agindo como se tudo estivesse dentro da normalidade", leu o relator, citando notas taquigráficas de discursos de Jaqueline Roriz no começo de 2010.
O relator considerou que os discursos da deputada mostram que ela não passaria ilesa à CPI instalada na CLDF à época, e citou mais um trecho de discurso da deputada no período, que considerou "inusitado" e "emblemático". "As imagens falam por si. Porque achar outro bode expiatório para o processo em que está envolvida é muita falta de caráter", disse a deputada, segundo as notas taquigráficas lidas pelo relator.
Tumulto
A votação do relatório no Conselho de Ética foi tumultuada. Os deputados Wladimir Costa (PMDB-PA) e Mauro Lopes (PMDB-MG) pediram mais tempo para analisar o texto, o que foi negado pelo presidente do Conselho de Ética, deputado José Carlos Araújo (PDT-BA). Os dois, assim como o deputado Vilson Covatti (PP-RS), acabaram votando contra o relatório.
Houve bate-boca, com assessores checando os regimentos da Câmara e do Conselho de  Ética, até que o presidente anunciou a votação. O deputado Wladimir Costa afirmou que vai recorrer ainda nesta quinta-feira (9) contra a decisão do presidente do conselho à CCJ e ao presidente da Câmara, deputado Marco Maia. A ação do presidente também deve ser contestada pelos advogados de Jaqueline.
"Na semana que vem nós resolveríamos. Ainda existem dúvidas, ainda existem considerações. Os regimentos são omissos, e não amparam a palavra do presidente do Conselho. Nós vamos provar que ele lamentavelmente errou", disse Wladimir. O presidente se defendeu. "Eles tiveram todo o tempo do mundo para pedir vista. Não pediram. Eu acho que isso foi uma grande encenação", afirmou José Carlos Araújo.
Denúncias arquivadas
A representação por quebra de decoro parlamentar, feita pelo PSOL, trazia outras denúncias contra a deputada, todas rejeitadas pelo relator.
Segundo o pedido, Jaqueline Roriz teria recebido propina para votar um projeto na Câmara Legislativa do Distrito Federal, no período em que foi deputada distrital, entre 2007 e 2010, além de não ter registrado os R$ 50 mil recebidos por Durval Barbosa para sua campanha.
Ela também foi acusada de ter usado indevidamente dinheiro de verba indenizatória, ao pedir ressarcimento para o pagamento de imóvel em nome do marido dela, que era utilizado como escritório político. Segundo os advogados, a deputada apenas pagava o condomínio do imóvel, já que o marido teria cedido o espaço sem cobrar aluguel.

O relator disse que não foi possível obter provas do recebimento de propina, em caso que ainda é investigado pelo Supremo Tribunal Federal, e por isso recomendou o arquivamento.
Em relação à ausência de declaração do dinheiro recebido por Durval, o deputado aceitou os argumentos da defesa, de que se referia a período muito antigo. Mesmo assim, sugeriu o envio dos documentos apresentados pela defesa à Receita Federal, para investigação.
Sobre a última denúncia, de uso irregular da verba indenizatória, o relator aceitou o argumento de que, apesar de o imóvel utilizado ser de propriedade do marido da deputada, os recursos foram utilizados para o pagamento do condomínio. Por isso não haveria irregularidades.
 

quarta-feira, 8 de junho de 2011

ORÇAMENTO PARTICIPATIVO, PRATIQUE ESTA IDÉIA!!!

Controle Social – Orçamento participativo

O orçamento participativo é um importante instrumento de complementação da democracia representativa, pois permite que o cidadão debata e defina os destinos de uma cidade. Nele, a população decide as prioridades de investimentos em obras e serviços a serem realizados a cada ano, com os recursos do orçamento da Administração de sua cidade. Além disso, ele estimula o exercício da cidadania, o compromisso da população com o bem público e a co-responsabilização entre governo e sociedade sobre a gestão da cidade.

Do Portal da Transparência

quinta-feira, 26 de maio de 2011

VOCÊ DECIDE - DEP. PATRÍCIO




TRE-DF - Processo nº 198450.2002.607.0000 - Teve rejeitada a prestação de contas referente às eleições de 2002, quando candidato a deputado distrital.

VOCÊ DECIDE - DEP. WELLINGTON LUIZ

TRE-DF Processo Nº399571/2010 - As contas de sua campanha de 2010 foram rejeitadas por unanimidade. O parlamentar recorre.
TRE-DF Processo Nº1789/2006 - As contas de sua campanha de 2006 foram rejeitadas por unanimidade. O processo está arquivado.
TRE-DF Processo Nº444344/2010 - É alvo de representação do Ministério Público por captação ou gasto ilícitos de recursos financeiros para campanha eleitoral.

VOCÊ DECIDE - DEP. AGACIEL MAIA

 
 TRF-1 Seção Judiciária do Distrito Federal Processo Nº41930-66.2010.4.01.3400 - Responde a ação por improbidade administrativa e dano ao erário.
TRF-1 Seção Judiciária do Distrito Federal Processo Nº7983-94.2005.4.01.3400 - Responde a ação por improbidade administrativa e dano ao erário.

TODOS OS PROTESTOS SERÃO MULTADOS?

Será que todos os donos de automóveis que participarem de protestos realizados na capital federal serão multados de hoje em diante?

Ou somente quando o protesto for contra a cartelização dos preços de combustíveis?

Cadê o GDF?  Sabemos que o Governo do Distrito Federal não está ocupada com a melhoria da saúde, nem com o transporte público ou nossa segurança. A educação nem se fala e a sujeira de nossa câmera legislativa eu nem me lembro mais. Enfim o que faz o GDF?

Talvez esteja mais preocupado com a blindagem do Palo$$i. QUEM SABE?

terça-feira, 29 de março de 2011

E SOBRE NOSSA NOBRE DEPUTADA...

Jaqueline Roriz pede arquivamento de processo na Corregedoria

Defesa alega que deputada do PMN já é investigada no Conselho de Ética.
Deputada aparece em vídeo recebendo dinheiro de Durval Barbosa.

Robson Bonin Do G1, em Brasília
A deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF) em reunião na Câmara no dia 22 de fevereiro (Foto: Brizza Cavalcante/Agência Câmara)A deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF)
em reunião da Câmara no dia 22 de
fevereiro de 2011. (Foto: Brizza
Cavalcante/Agência Câmara)
Argumentando que a deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF) já responde a processo de cassação no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara, o advogado Eduardo Alckmin pediu à Corregedoria da Casa nesta segunda-feira (28) o arquivamento do procedimento instaurado no órgão.
Protocolada por volta de 16h45, a peça de defesa de seis páginas argumenta que o fato investigado no conselho é o mesmo da Corregedoria: a suposta quebra de decoro parlamentar registrada pelo vídeo em que Jaqueline aparece ao lado do marido, Manoel Neto, recebendo um maço de dinheiro das mãos de Durval Barbosa, pivô do escândalo que ficou conhecido como mensalão do DEM de Brasília.
“A defesa sustenta que a representação junto ao corregedor já está prejudicada porque já foi ofertada uma representação direta ao Conselho de Ética. E aí já não tem mais sentido qualquer investigação aqui, uma vez que o mesmo fato já objeto de um processo disciplinar no conselho”, disse Alckmin em entrevista aos jornalistas pouco depois de entregar o documento à Corregedoria.
A argumentação da deputada do PMN será agora analisada pelo corregedor da Casa, deputado Eduardo da Fonte (PP-PE). Ele tem 45 úteis para elaborar o parecer levando em conta a denúncia apresentada pelo PSOL e o conjunto de argumentos da defesa de Jaqueline Roriz.
A deputada do PMN está distante da Câmara desde que as imagens em que aparece recebendo dinheiro de Durval foram divulgadas pela imprensa. A assessoria dela afirma que Jaqueline está em São Paulo, onde acompanha a recuperação do pai, Joaquim Roriz, que se submeteu a um cateterismo.
Jaqueline Roriz já chegou a se licenciar das atividades parlamentares por cinco dias, alegando problemas de saúde. Na última quinta (24), sob o argumento de que estaria três quilos mais magra e com problemas emocionais, ela tentou renovar o pedido de afastamento por tempo indeterminado. A Câmara recusou a demanda da assessoria da parlamentar alegando que ela não havia estipulado, no pedido, um prazo para a licença. Segundo informou o serviço médico da Câmara, é uma praxe médica que todo atestado especifique um prazo determinado para a licença.
A parlamentar do DF também responde a inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF). Sobre o vídeo em que recebe dinheiro de Barbosa, a deputada do PMN divulgou nota na qual admitiu ter recebido dinheiro e afirmou que os recursos foram utilizados na campanha para deputada distrital, em 2006. A verba, segundo a deputada afirmou, não foi apresentada na prestação de contas entregue à Justiça Eleitoral.
Sem 'condições psicológicas perfeitas’
A defesa de Jaqueline Roriz preferiu não comentar detalhes da estratégia que será utilizada na linha de argumentação que será entregue ao Conselho de Ética da Casa. Eduardo Alckmin disse que marcou para 14h30 desta terça-feira (29) uma conversa com o relator do processo, deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), e com o presidente do colegiado, José Carlos Araújo (PDT-BA). Nessa ocasião, o defensor da deputada irá apresentar argumentos jurídicos que poderão até ser utilizados para questionar na Justiça a abertura de processo contra a deputada.
Alckmin afirmou que Jaqueline Roriz não tem “condições psicológicas perfeitas” para retornar à Câmara no momento. O advogado disse que a parlamentar deve permanecer afastada das funções na Casa e deve se colocar à disposição de uma junta médica da Casa para comprovar a necessidade do afastamento.
“Os esclarecimentos [sobre a saúde de Jaqueline] que foram solicitados serão prestados pelo médico que está responsável pelo atendimento. Ela está disponível para ser examinada por quem quer que seja. No momento, ela não está em condições psicológicas perfeitas para isso [retornar ao trabalho]. Ela está muito abalada com tudo que aconteceu, com o episódio do pai dela e assim que ela se restabelecer ela virá”, afirmou Alckmin.
O advogado da deputada do PMN procurou deixar claro que “não há nenhum propósito” de atrasar o trabalho de investigação da Câmara e prometeu apresentar a defesa da parlamentar ao Conselho de Ética nesta terça. Alckmin, no entanto, preferiu comentar detalhes da defesa apenas depois de protocolar a peça: “Prefiro não antecipar porque é algo indelicado com o Conselho.”
Medida judicial
A possibilidade de uma medida judicial para contestar a abertura de processo de cassação pelo conselho não foi descartada pelo advogado: “Pretendemos logo apresentar uma manifestação preliminar para que não haja esforço inútil por parte da Câmara dos Deputados.”
Uma das linhas que devem ser abordadas pelo advogado para evitar a cassação de Jaqueline Roriz será argumentar que a deputada não pode ser penalizada por quebra de decoro, uma vez que os fatos registrados no vídeo supostamente gravado por Durval, teriam ocorrido antes de Jaqueline se tornar parlamentar. O advogado irá explorar o fato de o regimento do conselho vetar a investigação de deputados por episódios ocorridos fora do mandato.
Do lado dos parlamentares que defendem a cassação de Jaqueline, o argumento utilizado para sustentar a legitimidade do processo é o fato de as denúncias contra a deputada só terem se tornado públicas no mês passado. Os parlamentares argumentam que o eleitor teria sido levado ao erro, ao votar em uma parlamentar com conduta supostamente irregular.
DoG1

domingo, 13 de março de 2011

AGNELO E DURVAL BARBOSA, AMIZADE ANTIGA?

Direto do blog do Reinaldo Azevedo

Os petistas e a videoteca de Durval Barbosa

A VEJA desta semana traz uma reportagem de Rodrigo Rangel e Gustavo Ribeiro intitulada “De Caso com a Máfia”. A personagem principal é Durval Barbosa, o homem que provocou um terremoto político em Brasília. Sua videoteca ainda pode produzir estragos. Leiam um trecho do texto. Volto em seguida:

Em entrevista a VEJA, na última quinta-feira, Durval Barbosa disse: “Entreguei às autoridades muito mais do que apareceu até agora. A sociedade tomará conhecimento de tudo em breve”.
(…)
Ele disse a amigos ter um vídeo capaz de causar sérios embaraços ao recém-empossado governador do Distrito Federal, o petista Agnelo Queiroz - eleito na esteira do escândalo que, graças às revelações do delegado, derrubou José Roberto Arruda em 2010. Durval Barbosa, ao longo de quase dez anos, foi membro destacado do que agora ele ajuda a desbaratar. O delegado arrecadava propina dos empresários prestadores de serviços ao governo e a distribuía entre os políticos. Durval registrava tudo em vídeo.

Em uma das dezenas de gravações ainda inéditas, Agnelo aparece conversando animadamente com o delegado no mesmo cenário em que outros políticos brasilienses foram flagrados recebendo dinheiro. O teor do diálogo? VEJA ouviu de uma pessoa que assistiu à gravação a definição da conversa: “Nada ortodoxa”. O governador, que se preparava para disputar as eleições, aparece vendo com muita atenção os filmetes estrelados por seus principais adversários. Depois, pede para levar uma cópia, no que é atendido. Quando está saindo da sala com os CDs nas mãos, Durval chama Agnelo e lhe entrega um jornal dobrado, que foi usado para ocultar os discos debaixo do braço. O governador, através de sua assessoria, confirma o encontro com o delator, mas informa que o objetivo foi apenas assistir a trechos editados dos vídeos.
(…)
Ao longo dos anos em que o sistema operou livremente. Durval Barbosa tratou de registrar tudo em vídeo: as conversas com empresários, as reuniões políticas e os encontros para distribuir o dinheiro arrecadado. A videoteca clandestina tornou-o figura onipotente na política local. Fazia nomeações para cargos importantes, demitia, ameaçava. A sanha de poder era tamanha que ele planejou estender sua influência para além do governo do Distrito Federal. Num dos depoimentos sigilosos prestados no âmbito da investigação, ao qual VEJA teve acesso, o delator admitiu ter feito chegar a Gilberto Carvalho, então chefe de gabinete do presidente Lula, um dos maiores interesses da máfia: a manutenção de um promotor ligado ao grupo na chefia do Ministério Público de Brasília. O recado a Carvalho, hoje ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, seguiu por meio de Christiane Araújo, uma advogada que goza de alguns privilégios e trânsito livre entre petistas poderosos da capital. Christiane integrou a equipe de transição de Lula para Dilma.

Ex-assessora do delator Durval Barbosa, Christiane Araújo também aparece em um vídeo da coleção do antigo patrão. Assim como todos os outros personagens, embolsando maços de dinheiro. Em entrevista a VEJA, a advogada garante que nunca recebeu dinheiro de Durval: “Se existe essa imagem minha pegando dinheiro, com certeza não era pra mim. Eu resolvia problemas dele e da esposa, pagava contas para ele”. Sobre o pedido ao ministro Gilberto Carvalho, a ex-assessora também desconversa: “O doutor Gilberto não sabia de nada do Durval. Quando eu conversei com ele sobre o procurador, a nomeação já estava definida. Eu só comentei sobre a escolha”. Ouvida pelos investigadores, Christiane confirmou ter enviado um e-mail a Gilberto Carvalho. A resposta do então chefe de gabinete de Lula acabou apreendida pela Polícia Federal durante uma operação de busca numa das empresas investigadas por ligação com a máfia. Carvalho, a partir de seu e-mail funcional do Planalto, dizia que iria “encaminhar a demanda” - isso significava dizer que levaria o pedido ao presidente. A VEJA, o ministro afirmou não ter atendido à solicitação A advogada foi demitida do governo de transição depois de descoberto seu envolvimento em outro escândalo, o da máfia dos sanguessugas. Leonardo Bandarra, o promotor indicado por ela, foi reconduzido ao cargo, como a quadrilha desejava. Hoje, sabe-se que o procurador-geral recebia dinheiro para impedir e atrapalhar investigações de seus colegas sobre a quadrilha. Ele foi afastado do Ministério Público.
Comento
Durval também simboliza um terremoto ético. Quer dizer que o petista Agnelo Queiroz tinha a vantagem de conhecer todas as safadezas de seus adversários e administrava esse ativo em parceria com Durval? O que tinha em mente? Como potencial beneficiário das chantagens que o outro fazia, como imaginava compensar aquele que lhe franqueava o benefício?
Por Reinaldo Azevedo